Joguei muito Mario Party na minha infância e adolescência através de emuladores, tanto que o meu primeiro contato com a franquia em um videogame moderno da Nintendo foi o Superstars no Switch. Joguei o 1, o 2 e o 3 no emulador de Nintendo 64; até tentei os títulos de Game Cube (4 e 5), mas tive barreiras na época que não lembro bem quais eram — acredito que fosse o pouco poder gráfico do meu computador “velho de guerra”. Lembro demais dos domingos inteiros jogando com minha irmã e primos; era diversão sem hora para acabar, todo mundo curtindo, às vezes brigando, mas sempre se divertindo à beça.
Resolvi comprar o Mario Party Jamboree para jogar com amigos na minha casa, mas está complicado reunir todos em um único local. A grande maioria deles não é tão ligada em games como eu, logo não possuem nem um Nintendo Switch para jogarmos online. Como queria muito jogar mais Mario Party e já estava um pouco enjoado do Superstars — além de achar que ele não funcionaria tão bem sozinho comparado ao novo título —, peguei o cartuchinho, coloquei no meu Switch 2 e joguei. Joguei e sigo jogando, sozinho, desbloqueando coisas, rindo da CPU e, vez ou outra, jogando com pessoas aleatórias na internet.
Que fique claro: Mario Party Jamboree é um jogo para se curtir com amigos. Não vou defender a experiência solo como a ideal, pois sei que seu brilho está no multiplayer, especialmente com amigos no mesmo lugar. Mas ele também não é um jogo ruim quando jogado sozinho, como eu mesmo pensei que seria. A Nintendo criou um bocado de atividades e modalidades que, se você se deixar levar, garantem dezenas de horas de jogatina.
Na minha experiência solitária, joguei quase todas as modalidades até agora. Gosto demais do modo tradicional, com o tabuleiro e todas aquelas reviravoltas ao decorrer das rodadas. No entanto, jogar sozinho com muitas rodadas é um tanto demorado demais… no modo principal, na maioria das vezes, optei pelo multiplayer online. Foi divertido, porém achei as partidas longas para uma experiência multiplayer mais aleatória; cada partida durava, no mínimo, uma hora.
Há vários outros modos interessantes. Um que curti muito jogar sozinho foi a brigada anti-Bowser, que é um desafio cooperativo onde você (e aliados de CPU ou pessoas) deve derrubar o Bowser o quanto antes. O lance de quebrar caixas, coletar bombas e carregar o canhão enquanto o Bowser e seus comparsas atrapalham é bem divertido. O Bowserathlon também tem seu valor; é uma corrida baseada em coleta de moedas para subir de posição, com minijogos rápidos e o Bowser tentando te atrasar. É uma pegada bem “diferentona” dentro do conceito da série.
Já o modo feito especificamente para o single-player é a Jornada das Tarefas, e ele é muito bom. Nele você anda livremente pelos diversos tabuleiros do jogo realizando atividades e minijogos. É como se fosse o clássico modo Mario Party, mas adaptado para um jogador, e o resultado funciona muito bem. É o meu modo favorito quando não quero jogar com gente desconhecida; posso simplesmente perambular, escolher os minijogos que mais me atraem e me divertir no meu ritmo.
Refletindo sobre o Jamboree, percebi que é difícil ter uma opinião definitiva sobre a experiência solitária. Eu acabei adequando minhas expectativas para o jogo funcionar na minha rotina e, de fato, ele funcionou e me divertiu. Porém, há sempre uma leve sensação de vazio, provavelmente pela forte identidade multiplayer que a série carrega. Por mais legais que sejam alguns momentos, sempre me pego imaginando como seria se meus amigos estivessem ali. Mesmo aceitando que as agendas difíceis não permitam isso o quanto antes, não consigo me desligar totalmente da ideia da jogatina coletiva.
Mario Party Jamboree está funcionando bem para mim atualmente, mas sinto que, quando eu finalmente reunir a galera, ele será incrível. Dá para perceber que este jogo é especial; ele só precisa de pessoas para brilhar totalmente.
Se você quiser acompanhar ainda mais a minha experiência de jogatina, compartilho detalhes no meu Journal.

