Denshattack! é frenético, vibrante e verdadeiramente divertido – Review

Denshattack! entrega uma experiência frenética e divertidíssima. A combinação entre controles precisos, estilo visual único e um som contagiante tornam o jogo um prato cheio para quem busca diversão desenfreada.


Não me lembro de qual evento estava assistindo quando vi Denshattack! pela primeira vez, mas me recordo de ter sido contagiado pela estética e pela promessa de jogabilidade do trailer apresentado. O tempo passou desde então e o jogo finalmente foi lançado. Agora que tive contato com ele, adianto que conseguiu ir além de tudo o que havia mostrado, provando-se como uma das experiências mais legais que tive o prazer de jogar em muito tempo.

Denshattack! transporta você para a cultura ferroviária nipônica, onde você controla Emi. Ela é a base da trama do jogo, porém é preciso ser franco: a história ao redor dela é simplória e, em grande parte, dispensável.

O trilho tá logo ali! – Screenshot: Nintendo Switch 2/Joguindie

Os acontecimentos e as motivações do elenco são bem bobinhos. Para quem já teve a oportunidade de vivenciar a eficiência impecável dos trens no Japão, cruzando as catracas apressadas de Tóquio ou Osaka com um cartão IC em mãos, captar esses detalhes, ainda que de uma perspectiva fantasiosa, é muito reconfortante. Infelizmente, a trama não é das mais interessantes e confesso que, mais para o final do jogo, passei a pular a maioria dos diálogos para me concentrar apenas na jogabilidade.

O nível de refinamento da jogabilidade de Denshattack! é um negócio de tirar o chapéu, pois o jogo entrega uma experiência jogável muito bem idealizada e executada. Você realmente sente o fluxo do trem na sua mão e, quanto mais confortável fica com as manobras e com os desafios dos trilhos, mais envolvido pela jogabilidade fica.

Não sei o que tá acontecendo, mas também tô amando!!! – Screenshot: Nintendo Switch 2/Joguindie

Em Denshattack!, desde que haja algum tipo de trilho, o seu trem vai seguir em frente. Fazer isso é simples e, ao mesmo tempo, repleto de minúcias que tornam a experiência cada vez mais empolgante, já que as possibilidades de manobras em meio à velocidade constante criam um sentimento de liberdade muito particular e envolvente.

As mecânicas de Denshattack! lembram as vistas em jogos de skate como o clássico Tony Hawk’s Pro Skater, mas sobre trilhos e de forma mais descompromissada: o objetivo principal é manter o flow enquanto encadeia manobras no ar, grinds em corrimãos e trocas rápidas de linha. O controle do trem responde com uma precisão satisfatória, permitindo que você use rampas para se lançar, execute giros e manobras radicais no ar, e aterre perfeitamente no próximo trecho de trilho para não perder o embalo.

Quero ver levantar depois dessa… – Screenshot: Nintendo Switch 2/Joguindie

Conforme o ritmo aumenta, o jogo exige que você reaja ao cenário rapidamente para alternar entre os trilhos, desviar de obstáculos e usar os elementos do mapa a seu favor, criando um ciclo mecânico viciante onde a pontuação e a velocidade sobem junto com a sua habilidade nos comandos.

A sensação da coisa é uma das grandes sacadas de Denshattack! para mim: você realmente é contagiado pelo flow e, quando se dá conta, está completamente imerso em tudo aquilo que acontece a toda velocidade diante dos seus olhos. É um negócio mágico, que te faz querer mandar as manobras mais cabulosas e ir atrás dos desafios. Quanto mais você se entrosa com a jogabilidade, mais quer colocar em prova o que aprendeu, e, quando vê, está tentando bater recorde atrás de recorde e — dependendo da obsessão — não se perdoando por perder o timing de uma manobra que na sua cabeça teria sido o “crème de la crème”.

Uma manobra de entrada para dar aquela aquecida… – Screenshot: Nintendo Switch 2/Joguindie

A trilha sonora é fantástica, cheia de energia, com faixas tão empolgantes que é quase impossível jogar sem colocar o volume no máximo. Inclusive, estou cogitando comprar a soundtrack para continuar curtindo enquanto não estiver jogando.

O jogo é visualmente muito vibrante, dinâmico e cheio de estilo, combinando perfeitamente com a sua proposta. No entanto, essa explosão de luzes, cores e elementos piscando a todo vapor na tela cobram o seu preço. Os estímulos visuais são tão intensos que, no meu caso, após cerca de uma hora e meia de jogatina contínua, a fadiga ocular começa a me incomodar. Se eu não parar por um período, é dor de cabeça na certa. É o tipo de jogo lindo de se ver, mas que exige pausas generosas entre as sessões para continuar aproveitando a experiência sem desconforto, caso você tenha a vista mais sensível como a minha.

Próximo fase, por favor. – Screenshot: Nintendo Switch 2/Joguindie

Denshattack! entrega uma jogabilidade viciante que diverte demais. A junção entre mecânicas precisas, uma estética cheia de personalidade e uma trilha sonora memorável faz do jogo uma experiência marcante para quem busca pura diversão e desafios muito satisfatórios.

Mais detalhes da minha experiência com o jogo estão no Joguindie Journal.

A cópia do jogo utilizada para essa review foi generosamente disponibilizada pela assessoria de imprensa da Undercoders, distribuidora do jogo, a qual agradeço pela confiança.


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