O que mais gostei em Lost In Random

Lost In Random é um jogo diferente de muita coisa que já joguei, cuja experiência garantiu grandes momentos.

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Dia desses comecei a jogar Lost In Random sem saber exatamente o que esperar, li coisas positivas sobre ele em alguma recomendação de jogos de plataforma em 3D… no jogo você é Even (Par), uma menina atormentada pelo rapto da sua irmã Odd (Ímpar). Decidida a resgatar sua irmã, Even sai escondida dos seus pais, e assim começa a sua aventura inspirada em fábulas ao melhor estilo gótico.

Preciso admitir, de início Lost In Random não me pegou, e e olha que o jogo começa bem, porém seu ritmo mais lento me fez pausar o jogo para fazer qualquer outra coisa, e só voltar depois de um tempinho. Quando os combates começaram a brilhar, percebi o quanto esse jogo era incrível.

Com espada na mão, tem coragem de montão – Screenshot: Xbox Series S/Joguindie

Lost In Random tem um sistema de combate diferente de qualquer outro que já experimentei, através do seu baralho de cartas, diversos poderes ficavam disponíveis para serem utilizados contra os inimigos. Como tudo na vida, as cartas e a sua disponibilidade tem um custo, o custo de disponibilidade é baseado na quantidade de energia coletada dos inimigos, então você com o seu estilingue precisa acertar cristais de energia presos aos inimigos para poder juntar o suficiente para garantir uma boa mão de cartas, feito isso, arremesse seu amigão Dicey, e torça pelo melhor valor entre 1-6.

Depois de escolher as cartas da vez para lidar com os inimigos, o tempo que havia sido pausado para você escolher o que jogar, agora retorna ao estado normal, e Even poderá lidar com os inimigos de acordo com as cartas escolhidas.

As cartas – Screenshot: Xbox Series S/Joguindie

Existe um aspecto de construção de baralho no jogo muito forte, embora mais focado no estilo do jogador do que na força das cartas em si. O jogo tem uma quantidade de cartas distintas pequena, possibilitando maior entendimento dos poderes de cada carta durante a ação, inclusive incentivando a constante experimentação.

Os inimigos do jogo não dão espaço para você, a todo momento é necessário ficar deferindo ataques e se esquivando para defender. O poder das cartas traz uma variedade de possibilidades, como por exemplo, criar um globo de fraqueza para atrair seus inimigos para dentro dele, e assim deferir ataques para matá-los mais rapidamente, prender uma “corda” de energia entre você e Dicey para dar dano nos inimigos que passarem por ela, colocar “torres” de ataque venenoso no chão… as possibilidades são muitas, e brincar com cada uma delas é parte da diversão.

O nível de precisão dos combates é satisfatório, a eminencia do perigo devido os aspectos randômicos, e as condições limitantes de cada carta, propõem bons desafios. Fiquei viciado no sistema de combates de Lost In Random, é daqueles prazerosos sabe… ficava a todo momento esperando por mais e mais.

Aquele abraço apertado – Screenshot: Xbox Series S/Joguindie

Lost In Random é um conjunto de coisas boas, ainda que seu sistema de combate seja um baita atrativo comparado a todo o resto para mim, o mundo único do jogo é admirável, e talvez sem ele não houvesse tamanha imersão. Gostei tanto que fiz questão de explorar cada cantinho em busca de mais detalhes sobre o seu mundo fantástico, e o 1000G chegou com ~25 horas de jogo.

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