Tiny Guardians

[Análise] Tiny Guardians é um pequeno “tower defense” de grandes proporções

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Tiny Guardians sabe usar as façanhas do gênero tower defense a favor de um estilo próprio. Desenvolvido pelo estúdio Kurechii, o jogo movimenta sua protagonista em direção aos inimigos, e você administra quais guardiões devem protegê-la.

No jogo você é Lunalie, uma feiticeira habilidosa capaz de convocar pequenos heróis para protegê-la. Os heróis estão selados dentro de cartas, e só podem ser convocados com uma quantidade particular de mana. A princípio é possível convocar heróis de classes comuns, mas conforme você vai progredindo novos heróis vão sendo desbloqueados.

Embora Lunalie participe das batalhas, seu envolvimento é mínimo, afinal é um trabalho destinado aos pequenos heróis. Decidir qual herói está mais apto ao trabalho muitas vezes é um desafio. São muitas classes distintas, e espaço limitado, somente alguns heróis escolhidos a dedo farão parte do trajeto em andamento.

A variedade de classes torna as coisas mais estratégicas, e também flexíveis ao seu estilo de jogo. A maioria das vezes gosto de estar acompanhado por uma maga, clériga e caçadora; e um guerreiro e assassino. É uma combinação que além de se adequar ao meu estilo de jogo, tem garantido a minha vitória.

A maga costuma neutralizar os inimigos, enquanto a clériga mantém todos vivos por mais tempo, já a caçadora acho melhor do que o arqueiro, guerreiro é guerreiro, e assassino sabe como derrubar um inimigo. Obviamente nem sempre funciona, alguns níveis possuem inimigos e situações específicas, e quando é assim tem que trocar alguém.

Os níveis seguem um padrão comum do gênero com alguns truques, mas o que torna cada um interessante é a boa distribuição de inimigos pelos trajetos, e variedade dos mesmos. Cada inimigo tem um jeito próprio de agredir os heróis, e dependendo do herói, pode ser mais letal. Muitas vezes é preciso pensar a curto, médio e longo prazo. Alguns heróis não funcionam bem contra determinados inimigos, e escolhas precipitadas podem comprometer significativamente seu grupo.

Tiny Guardians: Expecto Patronum!
Expecto Patronum!

As batalhas parecem simples, mas requerem sua atenção. É essencial gerenciar os heróis através das pontas do pentagrama ao seu redor. Enquanto caminha dar para trocar o posicionamento dos heróis para equilibrar seu primeiro contato com os inimigos à frente, visto que seria um desastre manter um arqueiro na ponta de frente ao invés de um herói preparado para receber dano direto como o guerreiro.

Durante as batalhas você consegue posicionar seus heróis de forma favorável, sem quaisquer restrições desde que não ultrapasse o circulo ao seu redor. Os heróis fazem boa parte do trabalho sozinho muito bem, mas não devem ficar nas mãos da IA do jogo, porque na maioria das situações a Lunalie ficará bastante vulnerável, e dificilmente dar para defendê-la se os heróis estiverem mal posicionados.

Quando você chegar no limite de heróis acompanhantes, talvez seja a hora de investir (caso ainda não tenha feito isso) na evolução deles. Cada herói pode evoluir até o nível cinco. As evoluções melhoram significativamente suas condições de batalha.

Tiny Guardians: Quais heróis começar?...
Quais heróis começar?…

Além do apoio dos heróis, existem habilidades da própria Lunalie capazes de mudar o rumo das batalhas. Em momentos de apuro com as habilidades disponíveis é possível restaurar vida, disparar poderes do céu e até preparar armadilhas.

O jogo leva muito a sério sistemas de melhorias, inclusive todas as classes podem receber melhorias em suas diversas maneiras de encarar os confrontos. As melhorias ajudam significativamente na progressão, e planejamento de estratégias.

As influências minúsculas estão por todos os detalhes do jogo, assemelhando miniaturas esculpidas com presente toque de ilustração. Quanto aos efeitos e trilha sonora, ambos cumprem seu papel de maneira equilibrada.

Tiny Guardians é um tower defense de bolso como poucos, sua premissa simples e elementos desafiadores proporcionam uma jogatina apreciável.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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