[Análise] Stardew Valley resgata a beleza de gerenciar fazendas

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Lembra-se de Harvest Moon? E de Animal Crossing, talvez? Se a resposta for sim para algum dos dois, pode considerar-se um potencial interessado em Stardew Valley (em tradução literal, algo como “Vale do Orvalho-Estrela”), o novo jogo publicado pela Chucklefish que saiu no Steam, Humble Store e GOG neste dia 26 de Fevereiro. Trata-se de um farming-sim do mesmo estilo dos jogos que citei anteriormente, só que, finalmente, disponível para os PC gamers e não somente pra quem prefere os consoles.

E o que há de diferente neste jogo? Embora nunca tenha tocado num game da série Harvest Moon, sou um pouco suspeito para fazer essa análise, porque escreve aqui um grande fã da série Animal Crossing. De qualquer forma, Stardew Valley tem muitos diferenciais que o fazem se destacar dos outros que tentaram parecido.

O jogo foi feito por uma pessoa só: Eric Barone, também conhecido pela alcunha de ConcernedApe. Ele sozinho cuidou da programação, arte e música. Por esse motivo, o processo de desenvolvimento durou longos 3 anos (ele foi lançado no Greenlight em Setembro de 2012).

No game, você recebe de herança uma fazenda de seu avô. A partir daí, você se muda para esse terreno numa pequenina vila e abrem-se mil possibilidades. A gameplay envolve diversas atividades, como criar plantas, animais, minerar, pescar, decorar sua casa, se relacionar com os NPCs, etc. Também há escolhas durante o curso do jogo, como apoiar uma empresa que monopoliza o mercado local ou apoiar a comunidade original.

Mesmo se tratando de um mapa e NPCs fixos, a quantidade de itens, atividades e eventos presentes durante o curso do ano nunca te deixarão sem ter o que fazer. Por esse motivo, um dos pontos mais desafiantes quando você muda-se para sua nova casa e se acostuma com a nova rotina é gerenciar o tempo. É facílimo não conseguir fazer (ou mesmo lembrar de fazer) tudo que a cidade oferece durante o curso de um dia. Isso, na realidade, é o que torna tudo tão viciante e até frustrante, certas vezes. Ficam faltando coisas a fazer na hora de dormir e você fica tentado a jogar mais um dia (que dura aproximadamente 20 minutos: o jogo não é em tempo real).

Aprecie a grandiosidade desta fazenda.
Aprecie a grandiosidade desta fazenda.

Há também vários riscos na vida na fazenda, para quem gosta de aventura e pensa que a countrylife é monótona demais: é possível morrer ao enfrentar monstros nas minas, ao ficar com muita fome, ao ficar fora de casa até tarde de mais ou desmaiar de cansaço.

A arte pixelada do jogo é muito bonita. As cores harmonizam e a natureza é muito bem retratada. Desde os primeiros trailers de Stardew Valley, é evidente o quanto o estilo e técnica artísticos evoluíram durante o curso do tempo. A música é ótima também, te deixa no clima para fazer todas as coisas que o ambiente rural oferece. Cada estação tem músicas próprias e, pela grande variedade de trilhas, demora bastante para se sentir alguma repetição

Cavalgar é apenas uma de várias possibilidades em Stardew Valley.
Cavalgar é apenas uma de várias possibilidades em Stardew Valley.

Como foi lançado há pouco tempo, muitas correções de bugs estão sendo feitas e teremos vários updates no curso dos próximos meses, incluindo até, futuramente, conteúdo adicional para o jogo, segundo o próprio ConcernedApe.

Stardew Valley inicialmente seria lançado com modo multijogador incluído, mas o desenvolvedor e a publisher decidiram que era melhor fazer primeiro o lançamento só com singleplayer e deixar para adicionar o multiplayer depois, como uma atualização. Esse modo online será um dos maiores diferenciais de Stardew Valley, pelo fato de um farming-sim dessa qualidade que pode ser jogado com os amigos ser algo inédito no mundo dos games, até onde sei.

Stardew Valley pelo que já é e pelo potencial que está mostrando para o futuro, é com certeza indispensável pra qualquer um que goste de um jogo para gastar bastante (ou todo) tempo, porque, acredite: se começar a jogar, é muito difícil parar.

Um jovem ainda com seus 18 procurando seu caminho na vida. Fui introduzido ao mundo dos videogames bem tardiamente, com títulos clássicos da Nintendo (Super Mario, basicamente) emulados no meu computador. Só fui me tornar gamer quando ganhei meu primeiro console, um Wii. Meu amor pelos indies surgiu de jogos como Machinarium, Braid e FEZ, que eu descobri navegando a esmo pela internet. Gosto de comida mineira, sou fã de animação e amo jogar coisas como pebolim (totó, se preferir) e ping-pong.

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