[Análise] Slender: The Arrival provoca sensação de medo pouco inspirada

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Jogos do tipo terror de sobrevivência sempre me deixaram com medo de sentir medo, então optei experimentar Slender: The Arrival no PS4 acompanhado de alguns amigos tão medrosos quanto.

Slender: The arrival é uma sequência do popular joguinho gratuito Slender: The Eight Pages, mas diferente desse, é provido de algum orçamento.

Quem não conhece a popular lenda do Slender Man? Eu; e talvez você. Antes desse jogo eu realmente não sabia nada sobre o engomadinho sem face e tentáculos. Desprovido de detalhes, a experiência com o jogo só poderia ser a melhor possível, afinal seria uma surpresa atrás da outra, a lenda seria relatada, os medos tomariam conta de mim, não dormiria durante a noite, enfim… pensei em coisas do tipo. A experiência foi arrastada, sem grandes momentos de sustos, alguns de angustia, e os amigos presentes nunca foram os culpados, havia um som alto suficiente, um quarto escuro, e todos presentes eram bobos e cheios de medo.

Com apenas uma lanterna em mãos e a coragem, você deve explorar pequenas localizações sem muita liberdade. Os méritos ficam por conta  da sobrevivência, sobreviver é um desafio, as vezes aleatório e previsível, mas desafiador quando os objetivos estão para serem batidos.

Até que o cara mete um medo quando aparece assim...
Até que o cara mete um medo quando aparece assim…

A atmosfera é boa, muito coerente e consegue trazer momentos carregados de tensão, mas a forma plástica do jogo transparece superficialidade. O medo deixa de existir rapidamente pela falta de recursos, e a sensação que fica é de mais do mesmo, só que de uma maneira mais arrastada.

Quanto aos termos mais técnicos, estes deixam a desejar um bocado. Gráficos pouco inspirados, especialmente no PS4, sons e trilha sofridos, jogabilidade simples e pouco interessante. Mas calma! A atmosfera do jogo consegue prender você e o “mistério” por traz do que está acontecendo também.

Slender: The Arrival é um jogo que divide opiniões, consegue oferecer alguns sustos, mas infelizmente se perde facilmente até mesmo pelo excesso de gama optado nas configurações.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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