Shu

[Análise] Shu é belo e despretensioso

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Shu é um jogo de plataforma acelerado e ao mesmo tempo suave, no qual você se sente sendo arrastado pelo vento. A sensação arrastada relaxa, os locais por onde passa derrubam, e as mecânicas instigam. A experiência simples e apreciável se sustenta com boas sacadas.

Aparentemente tudo estava indo muito bem até que uma tempestade maliciosa acaba destruindo a aldeia do protagonista Shu e consequentemente o perseguindo. A devastação causa muitos danos, e Shu é um dos únicos capazes de controlar a situação. A aventura começa a partir deste princípio catastrófico e você passa a controlar Shu pelos locais devastados em busca de sobreviventes.

O mundo de Shu é dividido em ilhas, e cada ilha possui uma pequena quantidade de fases. As fases foram projetadas de uma maneira que você seja constantemente desafiado. Seus obstáculos costumam seguir uma tendência precisa de possibilidades no estilo: passe ou morra tentando. O design das mesmas é prestativo e consegue ensiná-lo sobre seus truques sem precisar travar a ação para explicar, algo essencial em um jogo como este.

Shu: Corre que vem tempestade!
Corre que vem tempestade!

Mesmo as fases demonstrando um certo potencial no quesito dificuldade, os desenvolvedores optaram por um caminho mais acessível. Algumas partes são realmente complicadas, especialmente quando o chefe está correndo atrás de você, fazendo 5 vidas parecerem insignificantes, muitas vezes inclusive ocasionando em um game over, mas nada que uma boa concentração não resolva. Limitar a quantidade de vidas do personagem em 5 e sempre que você passar por um checkpoint retorná-las para este valor é um diferencial, mas acaba dando chances demais para você conseguir chegar até o próximo checkpoint.

Você movimenta o personagem de forma linear, constantemente para frente, e as vezes para trás com limitações de fechamento das fases. Os comandos básicos consistem em direcionar, pular e planar. Conforme seu progresso, novas mecânicas vão se apropriando temporariamente de alguns botões.

Shu: Lati, aldeã de cor azul, faz as flores desabrocharem para você pular em cima.
Lati, aldeã de cor azul, faz as flores desabrocharem para você pular em cima.

As diferentes mecânicas que o jogo oferece propõe uma experiência diversificada. As fases de cada ilha escondem alguns aldeões que depois de serem resgatados emprestam suas habilidades para você, e um tipo de leque de possibilidades se abre. Dar para andar sobre a água, quebrar obstáculos específicos, controlar o vento de encanações ao seu favor, e tantas outras coisas tão legais quanto.

O trabalho visual desenhado à mão é lindo e encantador. A trilha sonora é agradável e intercala bem entre os acontecimentos. Os efeitos sonoros condizem. O que você vê e ouve em Shu é impactante e contribui na imersão da experiência agradável do jogo.

A experiência não é das mais envolventes, mas arrasta você de um jeito peculiar que reserva bons momentos de diversão.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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