Severed

[Análise] Explorar o mundo de Severed é estupendo

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Para muitos a DrinkBox Studios é sinônimo de Guacamelee!, porém o pequeno estúdio situado no Canadá quer fazer outras coisas além de continuações de jogos bem sucedidos. Severed demonstra caminhos tão interessantes quanto Guacamelee!.

Severed é um dungeon crawl baseado em grades cuja protagonista de braço decapitado Sasha acaba envolvida em uma intrigante fatalidade familiar. Motivada a procurar pelo paradeiro da sua família, Sasha é direcionada até localizações misteriosas e dominadas por forças da escuridão.

A exploração começa a ser desenvolvida em partes desde o primeiro momento, cada localização, mesmo pequena, possui detalhes sutis a serem explorados, como a casa da Sasha, um lugar agora devastado, mas repleto de segredos sobre a personagem e sua família. Explorar sempre além provêm descobertas intrigantes, puzzles, e recompensas indispensáveis para o progresso equilibrado.

O estilo clássico ajustado as mecânicas de toque é um deleite, propondo um conceito deveras interessante. O toque é sua principal arma, seja para interagir com algo ou atacar criaturas. As mecânicas de combate foram planejadas para o toque de duas formas: defensiva e ofensiva.

É possível se defender de ataques após compreender ações inimigas, e fazer gestos precisos de maneira relativa. A ofensiva individual é intercalada, algumas vezes será mais calculista, outras desenfreada, ou ambas, — tudo vai depender das características individuais de cada criatura. A capacidade de memorização é constantemente requisitada em combates devido tais individualidades.

Aprecie a paisagem enquanto pode.
Aprecie a paisagem enquanto pode.

O funcionamento dos combates é baseado em tempo e precisão, cada inimigo entra em defensiva e ofensiva de maneira individual, alguns em determinado tempo, outros quando recebem dano. Enfrentar mais de um inimigo por vez será comum depois de progredir no jogo, e é quando você precisará administrar muito bem sua defensiva e ofensiva para cada inimigo, caso contrário, o equilíbrio será desfeito, e enquanto você ataca o inimigo da esquerda o do direita dar o golpe de misericórdia.

Questionamentos sobre a sensação de repetição podem pairar, principalmente por causa da memorização nos combates, mas é difícil levar adiante. As mecânicas do jogo são muito prazerosas, e nos combates habilidades estimulantes como o foco, um meio de ataques prolongados que possibilita cortes capazes de derrubar membros do corpo das criaturas, consegue estimular os combates com gratificações até o despertar de novas habilidades.

As habilidades da personagem e dos seus equipamentos são aprimoradas em troca dos membros arrancados das criaturas ou vísceras encontradas. Os leves elementos de RPG permitem melhorias em várias habilidades desde que haja membros suficiente. As vísceras são usadas para transmutar em membros que você precisa.

Seu desenvolvimento depende da decapitação de criaturas.
Seu desenvolvimento depende da decapitação de criaturas.

Explorar o mundo de Severed é estupendo. O lado obscuro alimenta muitas sensações, e faz a essência das coisas parecerem carbonizadas. A atmosfera desenvolvida é das mais intrigantes possível, o empenho visual impecável transmite o necessário quando é requisitado com estilo simples cheio de elegância. Os sons e trilha contribuem ainda mais no desenvolvimento, evocando um pouco dos sentimentos encobertos por cada localização.

Severed é sutilmente planejado para o PS Vita, aproveitando funções básicas do portátil. O jogo usa e abusa somente da tela de toque, deixando a futura disponibilidade para outras plataformas em aberto. O descaso da Sony com seu portátil é inegável, mas ainda sim desenvolvedoras como a DrinkBox apostam no seu potencial — Mutant Blobs Attack que o diga. É um privilégio contar com exclusivos de qualidade como Severed na biblioteca.

Cada pedacinho de Severed deve ser apreciado minuciosamente. Tentar compreender um pouco daquele mundo aparentemente perverso, e acompanhar a evolução da Sasha dentro dele é libertador.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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