Overcooked

[Análise] Overcooked é como uma deliciosa refeição em família

em Análises/Microsoft/PC/Sony por

Mesmo incapaz de transmitir sensações profundas sobre um prato caprichado, a arte de cozinhar através de um jogo pode ser prazeroso. Overcooked prefere não ariscar pratos profundos em prol do fator cooperativo da culinária. Montar um tradicional hambúrguer de alface, tomate, carne e pão com seus amigos de sofá é como a desenvolvedora Ghost Town Games conseguiu dar profundidade a culinária.

Sem trabalhar com a complexidade dos alimentos, Overcooked transforma você e seus amigos em chefes das mais diversas cozinhas. O compromisso e pontualidade são fundamentais no hora de colocar a mão na massa. Os clientes clamam pelo seu pedido, e exigem que tudo esteja nos conformes dentro do tempo cabível.

Sua jornada pelo reino da cebola através dos anos é recheada. Em locomoção de uma cozinha para outra você começa a conquistar seu legado satisfazendo clientes com gostos peculiares. Como as cozinhas são os níveis do jogo, elas são minuciosamente elaboradas. Há uma boa quantidade de cozinhas, e a grande maioria consegue se distinguir bem. Algumas cozinhas seguem padrões simples com empecilhos incômodos, outras bagunçam a percepção com sua distribuição confusa, e tem aquelas que literalmente fogem da realidade. São muitos tipos de cozinhas, e cada uma é caracterizada por algo inusitado, e até importuno, mas devidamente aproveitado a favor de bons desafios.

Os deveres de um chefe de cozinha em Overcooked é pegar ingredientes, prepará-los, cozinhá-los, e entregar o prato pronto ao cliente faminto o mais rápido possível. A mecânica do jogo é das mais simples e inteligente, funcionando apenas com um dos direcionais e dois botões, então acaba facilitando todo processo na cozinha. Tamanha simplicidade deixa o jogo mais acessível, possibilitando inclusive o compartilhamento de um único controle com outra pessoa.

Overcooked: Cozinhar em movimento é divertido, mas não é mole não.
Cozinhar em movimento é divertido, mas não é mole não.

Sendo o ritmo do jogo acelerado, as coisas acontecem em questão de segundos, deixar uma sopa passar do ponto em fogo aceso é incêndio na certa, e se por acaso acabar demorando para pegar o extintor, muitos alimentos da sua cozinha serão arruinados.

Cada segundo conta, e aprender a aproveitá-los é um dos melhores desafios do jogo. Em uma cozinha com 4 chefes é preciso distribuir muito bem as tarefas (antes de começar!), lidar com as limitações de cada um, e manter a cabeça no lugar. Obviamente as coisas não vão sair como planejado, e você vai se divertir muito com isso. Esbarrar nos seus companheiros, fazer prato errado, e até jogar comida boa fora sem motivo algum, são algumas entre tantas outras coisas bobas, mas cheias de gargalhadas a oferecer para quem está participando.

Overcooked aposta em um visual próprio tridimensional de cores quentes. O resultado não chega a impressionar, mas é agradável e se destaca entre tantos jogos genéricos de culinária. A trilha sonora é meio adormecida, e na maioria das vezes não acompanha o ritmo eufórico do jogo, mas nada que uma galera barulhenta não compense.

Qualquer um pode cozinhar. Já dizia Auguste Gusteau. Overcooked é um jogo incrivelmente acessível, divertido e delicioso.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Ascendente escritor, desenvolvedor e empreendedor. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho duro e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante de limão, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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