Mighty Morphin Power Rangers Mega Battle

[Análise] Go, Go! Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle

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Power Rangers é uma franquia muito amada, eu mesmo sou um grande fã até hoje, cresci assistindo, inclusive fui o Ranger verde em muitas brincadeiras… Momentos nostálgicos à parte, Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle chega aos consoles para dar o gostinho de um novo jogo dos Power Rangers à moda antiga.

Como o próprio nome sugere, o jogo é inspirado em Mighty Morphin, uma das temporadas mais memoráveis da franquia. A desenvolvedora Bamtang ficou encarregada de transmitir algumas das maiores características da série nesse novo jogo dos Power Rangers.

Mega Battle não esconde de onde bebeu, demonstrando as semelhante com os jogos clássicos dos Power Rangers que saíram anos atrás para o Super Nintendo. Sem pretensões inovadores dentro do gênero, o jogo tem as principais características que compõem o bom e velho beat ’em up. Você vai bater, bater e bater, basicamente.

O jogo conta a história de ascensão dos Rangers contra a galera do mal seguindo os moldes da série televisiva de Mighty Morphin. A trama é bastante simples e até boba, assim como era a série, a galera do mal decide aprontar na cidade Alameda dos Anjos, e os adolescentes escolhidos são destinados a lidar com a situação. O desenvolvimento da história chega a ser bem nostálgico, tanto que você se pega rindo dos diálogos muitas vezes, e é justamente por causa desses sentimentos que você se diverte, talvez alguém mais distante do universo de Power Rangers encare tudo com desdém, mas nada que um desligamento de cérebro não resolva.

Todo Ranger que se preze precisa de um aquecimento antes da hora de morfar, e nesse jogo não é diferente, você deve encher a sua barra de energia conforme vai socando os inimigos no braso desencapado mesmo, e aí quando encher a barra é só pressionar um botão e curtir a transformação. Em modo Ranger você desbloqueia todas as capacidades de luta adormecidas, inclusive uma outra barra para habilidades especiais.

Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle: O dia a dia de um Ranger é assim.
O dia a dia de um Ranger é assim.

O estilo de luta dos Rangers é bem variado, quase todas as partes do corpo dão golpes, e além do mais você pode arremessar os inimigos, usar armas e se defender. A quantidade de movimentos não deixa a desejar, mas o seu impacto nas lutas é pouco aprofundado, movimentos demais em uma única sequência de comandos e o incerto potencial de alguns golpes perante outros são os principais fatores.

Sendo a jogabilidade intuitiva, em poucos instantes você está dando sopapos como se não houvesse o amanhã. Existe um esquema de combos razoável, você consegue encaixar golpes, mas os inimigos geralmente não duram o bastante ou acabam dificultando demais as tentativas. A sensação é que os combos existem por existir, e mesmo com a árvore de habilidades incrementando novos, eles não agregam tanto. O atrativo das lutas está muito no ato de bater, você desce a porrada mesmo, as vezes com alguns malabarismos quando consegue e é isso aí. Querendo ou não o jogo sustenta a sua jogabilidade dessa maneira, e você se diverte mesmo assim, obviamente de maneira despretensiosa.

A falta de profundidade das grandes batalhas empobrece momentos chave, enfrentar inimigos maiores através dos megazords é sem graça, e nem a interessante utilização dos quick time event consegue ser decente. A maioria das batalhas contra chefes são simplórias, carecendo de criatividade e desafios.

Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle: Quando reunidos em posição de ataque a nostalgia domina.
Quando reunidos em posição de ataque a nostalgia domina.

O jogo é relativamente curto, podendo ser fechado em um pouco mais de 2 horas. A longevidade é sustentada muitas vezes pelo co-op com amigos, mas também pelas pequenas peculiaridades dos personagens, progressão individual de cada um deles, e principalmente devido aos extras que são desbloqueados depois de fechar o jogo pela primeira vez.

Jogar Mega Battle com amigos é melhor e apropriado, o jogo reserva uma experiência claramente planejada para mais de uma pessoa. O co-op é somente local, incentivando você a convencer seus amigos a virem até você ou vice e versa.

Fan service tem aos montes no jogo, prepare-se para rever alguns rostos conhecidos, os próprios Rangers que consagraram Mighty Morphin (Tommy <3), grandes vilões, megazords, a saudosa Alameda dos Anjos, e muito mais, dentro do estilo adotado pelos produtores do jogo.

Mega Battle apresenta um visual meio genérico até que bonito. Os Rangers fogem um pouco do padrão ao explorar um estilo caricato adorável condizente com a proposta. Os sons de forma geral estão bons, especialmente a trilha sonora nostálgica, porém deixam a peteca cair em alguns momentos ao desaparecem quando mais deveriam estar presentes, talvez um problema a ser corrigido ou preguiça dos produtores.

A sensação muitas vezes é de potencial desperdiçado, mas a nostalgia e elementos combinados acertadamente conseguem sustentar a diversão despretensiosa que Mighty Morphin Power Rangers: Mega Battle tem para oferecer.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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