Jotun

[Análise] Jotun: Valhalla Edition, uma aventura pelo mundo nórdico

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Jotun: Valhalla Edition, jogo desenvolvido pela Thunder Lotus Games, é simplesmente belo, dinâmico e cativante. Mesclando alguns aspectos que acertam em cheio, como, jogabilidade, trilha Sonora e level design, deram vida a mitologia nórdica neste divertido jogo.

Você é Thora, em suas veias corre sangue de Thor, uma guerreira nórdica exemplar, perfeita digamos assim, mas durante acontecimentos iniciais, morre de forma indigna, assim, não podendo ir para Valhalla (Local dominado por Odin, que reside heróis nórdicos que morreram em combate). Não sendo seu fim naquele instante, quando acorda, percebe que lhe foi dada uma segunda chance, com uma condição em especial, derrotar os 5 Jotuns (Gigantes que se opõem aos deuses) e mostrar seu valor aos deuses, para conquistar sua “entrada” para Valhalla.

Jotun, conta com um trabalho de arte excelente, dispensando qualquer comentário negativo, paisagens, personagem, objetos e efeitos, é algo cativante e belo para os olhos, você irá perceber que ficou muito tempo olhando para a mesma paisagem, e o melhor de tudo é saber que tudo foi desenhado a mão, nem deu trabalho né? Imagina!?

Jotun: O deslumbre de uma passagem.
O deslumbre de uma passagem.

A jogabilidade é um ponto chave em Jotun, com controles simples, animações bem trabalhadas, mostra que não é necessário muito para fazer bem feito, algo que lhe ajuda e muito na imersão em Jotun, garantindo horas e horas dentro desse universo nórdico. Utilizando bem a mistura de dois elementos que definem o jogo, exploração e batalha contra chefão, traz vida útil ao jogo, dando liberdade do Jogador escolher quando prefere avançar e ir derrotar o Jotun ou então, continuar no seu local atual e vasculhar cada lugar.

O level design é criativo, com cinco fases (onde os Jotuns estão localizados cada um em uma fase) e cada fase contendo duas sub-fases, dentre essas sub-fases o jogador encontrará diversos desafios, como puzzles, inimigos, plantas venenosas e outros elementos adicionais, principalmente para incentivar a exploração. Deixando sempre claro, que o objetivo do jogador é encontrar as runas.

Os gigantes, chefões, o seu grande objetivo, esses sim são lindos (em questão de elogio aos designers do Jotun, porque a cara deles não me deixa nada confortável), desafiadores e marcantes. Se você é daqueles que curtem chefões gigantes, desafios que aumentam gradualmente, deixando quase impossível, os chefes de Jotun estão te aguardando ansiosamente. São 5 Jotuns, cada um necessitando de uma runa para abrir o portão de acesso até eles e invocá-los, só podemos desejar boa sorte quando invocar um Jotun, e não esqueça de impressionar os deuses.

Jotun: Olha isso, enfrentá-lá é divertido e desenvolve uma adrenalina, sensação boa demais!
Olha isso, enfrentá-la é divertido e desenvolve uma adrenalina, sensação boa demais!

A abordagem da mitologia nórdica é forte (ah sério!?), o jogo espera que você já saiba o básico da mitologia, e vai jogando referências, dando breves explicações sobre as mesmas, explicações barradas pelos deuses nórdicos. Artes, objetos e cenários presentes em Jotun, obviamente são fortes referências a diversos aspectos da mitologia, como a Yggdrasil a árvore colossal, referências a Odin e Freya, Mimir o deus nórdico onisciente que serve a Odin.

A trilha sonora é ótima, com melodias para diversos ambientes que você é colocado, melodias mais lentas para os momentos de exploração, melodias mais intensas nos momentos de batalha, mas nada tão marcante, conforme o jogo vai passando, chegam a se tornar repetitivas e dependendo da quantidade de tempo que o jogador dedicar, se tornam enjoativas, mas não tira o mérito da direção de som do Jotun!

Com um enredo aprofundado nas mitologias nórdicas, uma protagonista carismática incrível, Jotun, com toda a certeza, é um jogo bem trabalhado em seus mínimos detalhes. A imersão, tensão e alegria proporcionada o torna um jogo que conquista grandes sentimentos do jogador.

Desenvolvedor de jogos indies, apaixonado por soundtracks, sempre com uma garrafa de água na mão, alguns tantos anos, respira jogos e se não souber onde me encontrar, talvez me veja online em algum jogo ai.

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