INSIDE

[Análise] INSIDE é uma passagem profunda em direção ao desconhecido

em Análises/Console/PC por

A sensação é tão verdadeira e profunda que chega a doer. A experiência é transmitida em um jogo de plataforma incrivelmente bem planejado. INSIDE é além do imaginário muitas vezes… LIMBO? É dos mesmos criadores.

Em poucos minutos de jogo você descobre da pior maneira que simplesmente correr e saltar não é o suficiente para evitar o fim de uma vida. Um garoto é capaz de tanto contra acontecimentos desenfreados? A sensação é das mais perversas possíveis. Um salto em direção ao nada, apenas pela esperança de sobrevivência. Agora você está envolvido até a alma com esse garoto. Precisa continuar por ele e você.

A atmosfera sombria e seus questionamentos deixados nos mínimos detalhes provocam uma sensação aflitiva que te fisga para dentro de tudo aquilo pouco a pouco. Cada lugar tem o reflexo de acontecimentos perturbadores. Ver as coisas com os próprios olhos é confuso e doloroso.

Atraído para aquele lugar por razões desconhecidas, você caminha em perspectiva linear para esquerda e direita. Que jogabilidade a Playdead tem em mãos… desde LIMBO, dois botões nunca pareceram tão bem aproveitados. Você é capaz de grandes coisas com pequenos gestos.

Algumas coisas requerem soluções, então boa parte do jogo necessita da sua concepção. Os puzzles são inteligentes ao ponto de suas soluções serem construídas naturalmente dentro da sua cabeça.

INSIDE: Uma cor pode ser o seu diferencial quando exposta.
Uma cor pode ser o seu diferencial quando exposta.

A naturalidade das coisas é algo impressionante em INSIDE, o jogo consegue transmitir uma percepção realista dos acontecimentos. Quando você corre, tropeça ou pula, realmente sente aquilo, assim como demais movimentos em cena. Como cada movimento consegue ser tão aproximado do que estamos acostumados é um mérito único alcançado pela Playdead. As vezes mergulhamos tão profundamente naquela realidade paralela que esquecemos do controle em mãos.

O mistério intrigante deixa você constantemente apreensivo, estimulado a seguir em frente pela instiga crescente. Há algo gigantesco esperando por você.

A beleza prevalece em cada detalhe. O jogo tem um estilo de arte que remete esculturas talhadas. A admiração é despertada ao limite. As cores frias favorecem a experiência ao explorarem a obscuridade dos elementos, e transmitir melancolia.

INSIDE: Tudo ao redor é tão frio que você chega a tremer.
Tudo ao redor é tão frio que você chega a tremer.

A incrível imersão é graças ao trabalho sonoro impecável. Os sons são sincronizados aos acontecimentos com precisão perfeitamente calculada. Um simples caminhar sobre uma poça de água tem seu impacto através dos sons. A trilha sonora é brilhante, mas se mantém boa parte do tempo contida para ter sua devida importância no momento certo.

INSIDE é um desses jogos que todo mundo precisa jogar pelo menos uma vez na vida... a experiência marcante proporciona reflexões humanas profundas. A boa interpretação do que se passa dentro do jogo desperta sensações enriquecedoras.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

6 Comentários

  1. Ótima análise! Só cresceu mais minha vontade de jogá-lo!
    Jogos assim que te envolvem por completo e cheio de puzzles são o que mais me cativam!
    Vou tentar pega-lo o quanto antes quando sobrar um grana, está em #1 na minha lista de desejos atuais!

    Parabéns pelo post, sempre um bom conteúdo passado de maneira singular!

    • É um jogo maravilhoso! A sensação ao jogá-lo é das mais incríveis. Confesso que LIMBO não chegou nem perto de INSIDE em termos de experiência para mim.

      Muito obrigado Max! Contar com seu apoio fortalece meu conteúdo. 🙂

      • Saber disso (sobre o limbo) me deixou muito animado. Lembro que quando saiu só parei quando consegui todas as conquistas (a pior acho que era zerar o jogo sem morrer). Como era novidade esse estilo achei algo magnífico. Se estão falando isso sobre a comparação espero que este seja tão surpreendente quanto estou achando!

  2. Acabei de termina-lo! Comecei agora a noite e não consegui parar até acabar… Triste por ter acabado. Como você mesmo disse, limbo não chegou nem perto. QUE IMERSÃO! Quanto a se pensar, esse jogo ainda vai ficar na minha cabeça por um bom tempo.

    • Dá até vontade de jogar outra vez!

      INSIDE é mesmo incrível em todos os sentidos. Lembro de quando comecei a jogar… cheguei a ficar aflito naquele primeiro momento do jogo, e tamanha imersão me sugou de uma maneira difícil de expressar. Aquele pulo em direção ao nada foi uma das coisas mais incríveis que eu senti em um jogo.

  3. Nossa, já vou procurar no xbox, acabo de jogar Ori and the Blind Forest e me apaixonei e então fui procurar jogos indie e me deparei com esse jogo que é bem a minha cara rrs, joguei Limbo e gostei muito… não sou assídua jogadora, meu irmão que é, mas os jogos que ele curte eu não gosto tanto… sou da época do Atari, Master System, Nintendo rsrs, procuro jogos com uma experiência mais profunda, bonita, artística, diferente… Muito obrigada.

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