Hyperdimension Neptunia Re;Birth1

[Análise] Que comece a “guerra dos consoles” em Hyperdimension Neptunia Re;Birth1

em Análises/PC/Sony por

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 1, jogo desenvolvido pela Idea Factory e Compile Heart é um remake do primeiro jogo da série Hyperdimension Neptunia, um (J)RPG bem humorado, com personagens bem carismáticos e tudo muito fofinho e cheio de referências.

Hyperdimension Neptunia traz para o jogador a Console Wars — “guerra dos consoles”, se identificou com o que acontece nos dias atuais né? — contando com quatro deusas que batalham entre si para dominar a o reino Gamindustri onde cada uma governa uma região, sendo essas:

Nome: Neptune
Região: Planeptune
Transformação: Purple Heart (Sega)

Nome: Noire
Região: Lastation
Transformação: Black Heart (Playstation)

Nome: Blanc
Região: Lowee
Transformação: White Heart (Wii)

Nome: Vert
Região: Leanbox
Transformação: Green Heart (Xbox)

Não prossiga esperando um foco de seriedade na história, já que foco é no humor e nas referências a diversos jogos e principalmente a guerra dos consoles.

O jogo inicia com uma emboscada que a Lastation, Leanbox e Lowee, fizeram para tirar a Planeptune da “concorrência”, fazendo com que ela caísse em um abismo e perdesse a consciência, logo quando acorda, se depara em um quarto, onde está sobre tutela de Compa — Uma personagem que tem uma carisma enorme e uma fofura inestimável — que torna-se sua aliada na Gamindustri e mais pra frente você também contará com a ajuda de Iffy, ambas que ajudaram a protagonista durante o jogo.

Sistema de batalha é bem no estilo (J)RPG, em turnos, estratégico, onde você tem uma área limite pra se mover e com 3 ataques para cada personagem por turno, com habilidades especiais, diferentes combos nas ações, e no caso das deusas da Gamindustri, as transformações. Baseado em dungeons quests, depois de um tempo torna-se maçante o uso abusivo de Grind — subir de nível fora das quests, rodar a dungeon diversas vezes para subir de nível derrotando os inimigos — já que é necessário, pois se o jogador seguir as quests principais sem fazer o uso de Grind, você em breve terá um Game Over muito chato.

Graficamente o jogo é bom, estilo visual novel, bonito, mas não exagerado, com aproveitamentos de assets em um nível absurdo, visível nas dungeons, que de hora em hora o jogador irá se deparar com uma dungeon idêntica à outra, só alternando os caminhos, mas a ambientação sendo a mesma, inimigos em diversas dungeons só mudando a cor — Sem alteração no dano ou IA dos mesmos — o que mostra que utilizaram os mesmos assets diversas vezes fazendo alterações mínimas.

Trilha sonora é um outro fator á ser elogiado, animada, realmente a cara do jogo, te deixa confortável e até mesmo ficam na sua cabeça por uns dias, dando enfase para a música principal da abertura e a do mapa, que são lindas demais.

Qualquer um pode jogar Hyperdimension Neptunia Re;Birth 1, é um jogo casual, não leva seriedade em seu enredo, contém diálogos humorados e cheios de referências à industria de jogos em geral.

Tratando-se de um remake vale a pena citar rapidamente que comparado a sua versão original, as melhorias são significativas, principalmente dos gráficos, sons e algumas interações.

Nota: Lembrando que está análise não está sendo feita baseada no fato que este jogo é um remake, sem comparações, avaliando-o por sua qualidade.

 

Gráficos bonitos, sem exagero, ambientação amigável e trilha sonora animada, uma boa pedida para quem é veterano ou iniciante em (J)RPG e procura algo para passar o tempo e dar boas risadas.

Desenvolvedor de jogos indies, apaixonado por soundtracks, sempre com uma garrafa de água na mão, alguns tantos anos, respira jogos e se não souber onde me encontrar, talvez me veja online em algum jogo ai.

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