[Análise] Fire é uma cômica aventura sobre a pré-história

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Depois de dedicar durante anos seguidos esforços na produção de jogos do tipo aponte e clique repletos de elementos clássicos como  The Whispered World, Deponia, The Night of the Rabbit, e tantos outros, a Daedalic Entertainment produziu Fire, uma hilária aventura selvagem de exploração que continua apostando na mecânica de apontar e clicar, mas agora com uma pegada menos clássica.

Logo somos apresentados ao Ungh, um homem pré-histórico cheio de carisma e curiosidade. Durante sua primeira noite de guarda, pisou na bola com sua aldeia ao deixar o fogo apagar. Exilado, Ungh parte em busca de uma chama nos mais inusitados lugares para recuperar seu lugar na aldeia.

Durante a aventura de Ungh, vamos conhecer lugares vibrantes inspirados na idade da pedra, e como não poderiam deixar de ser, cada um desses lugares serão um obstáculo para Ungh, que por sinal é o único ser capaz de colocar sua cabeça oca para funcionar diante puzzles diversificados.

Apesar dos puzzles do jogo serem razoáveis em dificuldade, eles são inteligentes, conquindo equilibrar muito bem os fatores da casualidade com algo ainda sim desafiador. Dificilmente um puzzle será entediante, talvez confuso, mas um prazeroso exercício quando concluído. Quando as coisas ficarem confusas demais, você pode usar o espaço para auxiliar a visibilidade de objetos de ação no cenário, mas não espere dicas, porque elas não existem nesse jogo.

Quem disse que os smartphones não estavam presente nos tempos de pedra?
Quem disse que os smartphones não estavam presente nos tempos da pedra?

Para continuar explorando o mundo de Fire você precisa fazer x objetivos até concluir o cenário em jogo, também não é possível deixar para depois, caso saia e queira continuar o cenário em progresso, quando voltar terá que refazer tudo novamente.

O humor está presente em toda a aventura, mas na maioria das vezes é sustentado por Ungh e seu jeito atrapalhado sempre de bem com a vida. A maneira como Ungh acaba interagindo com os acontecimentos é admirável, seus momentos de determinação, admiração, ou mesmo sabedoria tiram risos singelos de qualquer um.

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Como é que resolve isso mesmo?

Todo um trabalho visual foi planejado para tornar Fire uma experiência amigável aos olhos, seus cenários feitos à mão, atenção aos pequenos efeitos visuais, animações fluídas, e sensação de participar de um desenho animado. Infelizmente não posso dizer o mesmo dos sons e trilha sonora, ambos competente, mas enjoativos.

Fire é um jogo bem divertido, seus puzzles não decepcionam, mas não espere algo muito próximo dos títulos de aventura memoráveis da Daedalic. Talvez não seja um prato cheio para os mais exigentes, mas consegue puxar algumas risadas valiosas.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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