A Normal Lost Phone

[Análise] Qual seria a sua conduta ao encontrar A Normal Lost Phone?

em Análises/Jogos Indie/Mobile/PC por

Ao avistar um celular aparentemente desamparado, naturalmente muitas pessoas são tentadas a pegá-lo, independente da pretensão. Tomada a decisão de jogar A Normal Lost Phone, o celular de alguém está na sua mão, agora resta saber o que você vai fazer com ele. A premissa do jogo é simular as características do celular de um desconhecido através de uma narrativa encaixada na interface habitual de um smartphone.

A Normal Lost Phone tira proveito do conceito dos aplicativos mais comuns utilizados no dia a dia da maioria das pessoas, como os de mensagens, e-mails, navegação, galeria de fotos, calendário, músicas, e até calculadora, tudo para desenvolver uma narrativa fiel a realidade. Embora os aplicativos funcionem da maneira mais básica possível, conseguem transmitir a veracidade, desde que a narrativa esteja encaixada.

Quando você decide curiar o celular do desconhecido, você invade a intimidade pessoal dele. Rapidamente descobre o nome dele, afinal, quem não deixa seu nome estampado onde pode no celular? Sam é o nome da pessoa que você está invadindo a privacidade.

A Lost Normal Phone: Você tem todos esses aplicativos à disposição para vasculhar a intimidade do Sam.
Você tem todos esses aplicativos à disposição para vasculhar a intimidade do Sam.

Agora que começou, precisa ir até o final (ou não). Sam é um rapaz peculiar. Você ler uma mensagem pensando que não faz mal, depois outra, e outra… Quando se dar conta, já leu todas, assim como as demais coisas desconhecidas a um toque de distância. — A sua obsessão por aquela pessoa que você mal conhecia até então cresce descontroladamente.

A narrativa do jogo é construída aos moldes da personalidade do Sam e segue atenta aos artifícios que utiliza para explorar a intimidade do personagem. Há momentos que chegam a ser fictícios demais para um jogo tão envolvido com a realidade, mas não comprometem o vínculo estabelecido com a intimidade do Sam, então tudo bem.

A Normal Lost Phone: O gosto musical do Sam é bem legal.
O gosto musical do Sam é bem legal.

Talvez o maior problema do jogo, que nem é exatamente um problema, seja o público alvo que o mesmo é claramente direcionado. Claro que qualquer um pode desfrutar de A Normal Lost Phone, mas a linguagem é juvenil, a profundidade não transparece tanta seriedade algumas vezes, e os conflitos pessoais do Sam são bastante recorrentes com pessoas nessa fase da vida, sendo assim os questionamentos mais comuns alcançam a quem é direcionado, outros mais profundos trazem reflexões mais universais.

A ideia de A Normal Lost Phone por si só é muito interessante, e a execução soube aproveitar o potencial, ainda que transpareça uma rasa superficialidade em alguns momentos.

Um cara de vinte e poucos anos apaixonado pelas coisas pequenas da vida. Desenvolvedor e ascendente escritor. É editor no Joguindie, seu maior xodó. Sua vida é repleta de coisas para fazer, pouco tempo para si, muito trabalho árduo e determinação. Gosta de jogar, ouvir músicas, ler quadrinhos, assistir filmes e animes, comer salgadinho, beber refrigerante, ficar em casa, e tantas outras coisas simples, mas valiosas para sua vida.

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